21 de ago. de 2013


Ilusão - E a linha tênue que a separa da realidade

Quando descrevi um “método” pra deixar os problemas um pouco de lado, naquele momento não tinha percebido, mas tinha sugerido a ilusão deliberada como forma de relaxamento da vida real. Só que agora vem a pergunta: Ela pode ser usada pra aliviar qualquer tipo de dor, de problema, de situação inconveniente? Talvez. Vai de cada um ter sabedoria o suficiente (ou não) pra “praticar” esse método tão pouco usual de forma com que ele realmente funcione.

Há o senso comum de que ser/estar iludido é algo completamente ruim e prejudicial. Mas analisando por outro ângulo, a ilusão pode ser sim muito benéfica. Ela consegue se enraizar e agir exatamente como a realidade. É como gastar uma fortuna num colar de pérolas verdadeiras sendo que se pode comprar uma bijuteria que é uma reprodução fiel das pérolas e que servirá para a mesma coisa. Se todos concordarem que aquele colar é verdadeiro, então ele será verdadeiro. A única questão a ser respondida é a seguinte: Você prefere um colar de pérolas verdadeiras arrebentado ou outro intacto, mas uma imitação fiel?

A ilusão não é um erro até que alguém a desmascare.

15 de ago. de 2013

A Morte - (Mais uma vez) Um ciclo dentro de outro

Não importa as circunstâncias, a idade, se foi surpresa ou não: Ter de enfrentar um período intenso de luto é uma das piores sensações que se pode experimentar (E eu já experimentei ela por três vezes nos últimos dois anos).

É como se fosse algo que após passarmos por ele uma vez deveríamos aprender a como nos comportar caso ocorra de novo, mas isso simplesmente não funciona. Cada pessoa que vai traz à tona sentimentos diferentes, como se nunca tivéssemos passado por aquilo. Não há explicação, a morte é uma lembrança da fraqueza do ser humano perante o Universo.


Que sua vida não tenha sido em vão. Que o amor de toda sua família e seus amigos te façam transcender para o lugar mais bonito que existir nesse Universo. E que o seu amor por quem tanto te quis bem conforte as pessoas que aqui ficaram e sentirão imensas saudades. Você ficará sempre nas nossas melhores lembranças. Te amamos.


P.S.: Queria ter você pra abraçar nesse momento...
#4 Espelho de dois sentidos

Por detrás dos defeitos,
explícitos, mas escondidos pelo amor cego,
via-se algo tristemente quebrado;
Como um vaso de flores valioso,
mas que dentro continha a terra mais seca,
a flor mais murcha;
Quem contaria isso a ele?
Quem ousaria quebrar o vaso?

8 de ago. de 2013

#7 Inocências compartilhadas

Nessa semana dois casos que intrigam (e sempre intrigarão, pelo jeito) a polícia, a justiça (pelo menos um deles já teve sua repercussão nesse quesito) e os próprios brasileiros vieram à tona. Um deles ressurgiu das cinzas, trazendo de volta aos sites de notícias as fotos sorridentes e irradiando inocência da menina Nardoni, um caso acontecido há mais de meia década; O outro caso, tão chocante quanto (ou mais, não há como estabelecer uma "escala" sobre esse tipo de coisa) é o do menino Marcelo, suspeito de ter matado os pais e outros parentes de forma obscura e inesperada.
No caso de Isabella, a menina foi uma vítima e disso não há dúvida. Mas e quando se coloca a postura do menino Marcelo em xeque? Ele é a vítima? Talvez. A diferença de idade entre as crianças é relativamente pequena, mas abre espaço para se começar a enxergar a definição um ponto no qual a tal "deturpação" de um ser inocente se inicia. Já há artigos que noticiam que o pai do menino o ensinou a atirar. Ponto negativo para a família. Arma de fogo é coisa que deve ser "apresentada" a uma pessoa quando ela já tiver sua capacidade de percepção e visão de mundo formadas, e isso se for mesmo necessário. Usando novamente a palavra percepção, mas agora focando na família do menino, como estes não enxergaram em um dos seus algo de diferente, denunciando que o garoto talvez fosse algum tipo de psicopata? Enfim, hipóteses partindo do ponto no qual o garoto (ainda suspeito, e talvez pra sempre) foi mesmo quem cometeu os crimes. E se não foi? Há informações desencontradas sobre a mãe do menino ter denunciado policiais. Outra linha de investigação a ser seguida?
Tais crimes, solucionados ou não por essa "justiça" de nosso país (inocente sempre, mesmo que se prove o contrário), são pra mim como o Gato de Schrodinger. Algo que se está, não está. Que se é, não é. Mas assim como pode ser isso ou o outro, também pode ser aquilo ou aqueloutro. É um quebra-cabeças de n peças que não se encaixará enquanto não aparecerem testemunhas oculares para tais crimes, ou seja, nunca. Peças que pareciam se encaixar perfeitamente em um espaço podem ser apenas uma distração e do nada serem trocadas por outras, talvez tão fajutas quanto, mas que trarão de volta o rebuliço, a faísca que denunciam que alguma coisa está errada nisso tudo. E não é no crime em si que eu estou falando.

7 de ago. de 2013

As virtudes teologais e a vida

Esclarecimento: As virtudes teologais possuem um significado
próprio difundido junto à Igreja Católica. Irei usar parte de tais definições,
 bem como imagens simbólicas e como sempre minhas próprias convicções
como base para desenvolver os textos nos quais discorrerei sobre as três
virtudes teologais e sua "aplicação" de forma mais simplista na vida das pessoas.


#3 Caridade

A virtude da caridade também é chamada de amor, e é bem óbvio o porquê. Seu símblo mais difundido é o das crianças, como uma forma de aproximar essa virtude da inocência de seres ainda (aparentemente) tão puros. Porém, a caridade teria um sinônimo ainda mais auto-explicativo: altruísmo. Ser capaz de se colocar no lugar do próximo e avaliar sua situação de dentro pra fora é um dom e por isso não são todos que o carregam consigo.

Creio que essa seja a única das três virtudes teologais sobre o significado da qual eu leve em consideração o que é difundido pela igreja. "A Caridade não é somente procurar uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede",  ela se expande nesse aspecto de conseguir enxergar além do que apenas os olhos veem, tendo um pouco de percepção sobre a vida e como ela pode ser cruel.

Não há como aprender a ser caridoso pois as virtudes não são "ensináveis", apenas conceitos variáveis (de acordo com a vontade de quem as analisa) e intrínsecos. Algo que todos têm, mas precisam se esforçar para encontrar, deixando para trás questões sociais, econômicas e outras definições materialistas (que não necessariamente são ruins). Ser caridoso é amar o próximo, mas antes de tudo é necessário (frase bem clichê) amar a si mesmo. É ter consciência de que se você se sente um lixo todos os dias, você acabará projetando isso nas pessoas. E é justamente nessas horas que se deve encontrar uma forma de trazer à tona a esperança em sua forma mais sublime; esta que o guiará a ter para com o que quer que seja o obstáculo à sua frente, o que resultará numa plenitude, ainda que momentânea -mas sem dúvida intensa -, de que o amor sempre prevalecerá, e em posse dele a caridade será capaz de florescer.


Texto de apoio: Canção Nova
Ciclos - Um bumerangue de emoções

Não entendo como consigo oscilar tanto entre uma coisa e outra. Acho que a esperança do texto sobre as virtudes teologais me inspiraram a rever alguns conceitos. Após passar pelo amor (platônico?) e o nojo, voltei a sentir o primeiro e acho que logo o ciclo vai seguir em frente. Uma pena.

 Acho bem bonitos os ciclos, o da água, o da lua. Algo como um renascimento, que esquece o velho e apresenta o novo. Mas no meu caso, eu é que estou ficando velho e adiando o encontro com o novo. Esse ciclo uma hora vai ter que acabar. Vi que estou saindo do meu inferno astral (ainda falarei sobre horóscopo por aqui) e há planos a curto prazo de fazer com que eu consiga me desligar de algo que pra mim é tão valioso, mas é apenas um ser de carne e osso dentre tantos outros (7 bilhões!).

Enfim, não gostaria de estar escrevendo algo tão pessoal, mas foi a forma que encontrei de lidar com esse tema (ciclo), que já se tornou vicioso e que está realmente me fazendo mal. Não acho forma de resolvê-lo! Não encontro a coragem necessária para sair dele pois tenho medo de acabar destrancando uma porta e quando abri-la dar de cara com o nada. Meu mundo é muito fantasioso. Será que terei que afogar num mar de realidade pra conseguir entender que tudo isso não passa de uma ilusão?

6 de ago. de 2013

As virtudes teologais e a vida

Esclarecimento: As virtudes teologais possuem um significado
próprio difundido junto à Igreja Católica. Irei usar parte de tais definições,
 bem como imagens simbólicas e como sempre minhas próprias convicções
como base para desenvolver os textos nos quais discorrerei sobre as três
virtudes teologais e sua "aplicação" de forma mais simplista na vida das pessoas.


#2 Fé

A fé transcende o conceito limitado de acreditar indubitavelmente em um ser superior (ou em mais de um, dependendo da religião) e oferecer a ele a própria vida - acreditando veementemente que será ele quem tomará as decisões que permeiam toda a vivência de tal "fiel", "criando" situações tristes ou felizes de acordo com a conduta de cada um. Outro
conceito que também pode ser aplicado a essa pequena palavra é a ideia já desgastada e bastante clichê de acordo com o qual fé significaria acreditar piamente que algo dará certo.

Entretanto, a fé é algo tão mais abrangente - e poderoso - que não pode ser limitada num ú
nico conceito, ou mesmo em vários dependendo da vontade do interlocutor. Sua essência se liga aos seus símbolos "oficiais" definidos pela Igreja (cruz, vela, bíblia, coração) e sobre eles se esparrama, atingindo um espectro de valores amplo e significativo perante a vida de cada um.

Viver tendo fé é viver acreditando na bondade do próximo, no amor fraternal e na capacidade de se controlar perante as siuações diversas e adversas que a vida apresenta, sabendo tirar delas o melhor. Essas são apenas algumas das tantas direções para as quais que a fé pode nos guiar, sendo impossível apertar todas em um singelo texto de três parágrafos.

5 de ago. de 2013

As virtudes teologais e a vida

Esclarecimento: As virtudes teologais possuem um significado
próprio difundido junto à Igreja Católica. Irei usar parte de tais definições,
 bem como imagens simbólicas e como sempre minhas próprias convicções
como base para desenvolver os textos nos quais discorrerei sobre as três
virtudes teologais e sua "aplicação" de forma mais simplista na vida das pessoas.


#1 Esperança

Talvez a virtude mais bonita das três, a esperança (com letra minúscula, já que exporei um conceito "meu") poderia muito bem ser representada pela alegoria da vela que nunca se apaga. Uma frase escrita num dos artigos usados na feitura desse texto, mesmo que retirada de seu contexto original, definiria muito bem uma parte do que para mim significa a esperança: "A Esperança [sic] não é o produto de nossa vontade, mas de uma sobrenaturalidade e espontaneidade [...]". Isso porque o fogo na ponta da vela que nunca se apaga advém de um lugar misterioso e se manifesta de forma inexplicável, em horas que só quem sente seu calor em sua forma mais aconchegante consegue entender.

Com a esperança se enxerga o futuro (próximo ou distante) com mais suavidade e alegria. Consegue-se transforma uma gigantesca bola de neve a rolar feroz montanha abaixo num riacho límpido que flui tranquilamente. Sua magnitude é suprema e por essa razão ela não se faz presente a todo momento, sendo como um empréstimo feito a quem precisa, no momento em que tal ser necessita e por isso a máxima se faz real: "É bom ter esperança, mas é ruim depender dela". E isso nunca acontecerá, pois a partir da hora em que fizer parte integrante da vida, nessa exata hora ela não se chamará mais esperança.

Dessa forma, assim como não há fogo sem vela, não há também vela sem fogo. Quando não se faz necessária, a esperança sai de cena, se reduzindo a uma chama tão fraca, quase inerte, que não tem a capacidade de provocar qualquer reação. Mas ela está ali e quando vê que se deve fazer presente, 
ela é capaz de adoçar a boca, aquecer as mãos, abrir horizontes e ajudar a dar o primeiro passo.

Texto de apoio: As Virtudes Teologais

4 de ago. de 2013

#3 Incipientes conclusões

Leu a história pelo fim;
Entendeu quem era o mocinho,
descobriu quem era o vilão;
Quando foi ler o começo,
percebeu a diferença;
Decisões ruins podem sim mudar vidas;
Intenções ruins podem sim arruinar vidas;
Aí foi ver que estava errado;
Não havia mocinho,
não havia vilão;
Apenas duas pessoas,
em uma só situação.



3 de ago. de 2013


Distâncias - E como deixá-las maiores (ou menores)

O conceito de distância pode muito bem ser associado ao de mudança. Quando se está triste, por exemplo, a maior vontade é se aproximar das pessoas de quem se gosta pra então se tentar mudar de humor. Já quando se deseja desesperadamente se distanciar de alguém, isso pode resultar numa solução bastante usual, que é querer uma mudança na vida na qual tal pessoa não se inclua e portanto se faça distante dos pensamentos.


Uma dica seria inventar (Sim! Inventar!) histórias. Diria que este é um caminho certeiro na hora de encurtar ou aumentar distâncias. Quando tem-se um problema, o melhor a fazer é esperar a hora de dormir, se ajeitar na cama e imaginar uma forma de resolver tal problema, mesmo que de maneira mirabolante e usando ferramentas que não se dispõe no momento no mundo real, mas que nos pensamentos são totalmente possíveis de existir. Isso faz com que se fique mais calmo e até se durma melhor! Creio que esse seja o caminho que muitos escritores usam para criar suas histórias, uma forma de canalizar as frustrações (que são os problemas, já que as alegrias são... ora, são alegrias, não problemas!) e usá-las para algo positivo.

É claro que no outro dia quando se for levantar o problema ainda estará lá, parado no canto com cara de mau e esperando ser resolvido, mas por pelo menos um momento no dia conseguiu-se esquecer dele e até imaginá-lo diminuto e totalmente passível de resolução. A hora então, após acordar, é de tentar ver qual a melhor jogada a ser feita naquele dia para que esse problema seja “encaçapado” o mais breve possível. Caso suas jogadas não sejam bem-sucedidas, bem, aí é só esperar a hora de dormir e imaginar uma nova história pra resolver aquele problema chato. Uma hora ele se resolverá e as distâncias se encurtarão (ou aumentarão).


2 de ago. de 2013


Percepção - Particularmente confusos

Há algum tempo estava voltando da casa de minha avó sentado num banco do ônibus em pleno inverno. No começo da viagem, após me acomodar no assento, tudo parecia tranquilo. Olhando através do vidro empoeirado eu comtemplava a escuridão com meus fones de ouvido apostos. Num dado momento, já com a viagem iniciada e tendo já apreciado um pouco da paisagem rural à luz da lua cheia comecei a sentir meu joelho frio, a única parte de meu corpo naquele momento em que estava sentindo essa sensação. Ao procurar a causa de tal, percebo que uma pequena fresta da janela estava aberta. Estranhei, já que quando ali havia sentado, tudo parecia bem fechado. Logo olhei para um homem corpulento (entenda o contrário de definido) e presumi que ele a houvesse aberto. Fechei-a. Após alguns minutos, novamente senti aquela sensação frígida e novamente a janela estava aberta. Naquele momento percebi que alguma coisa estava errada e acabei por cincluir: A janela, com o balanço do ônibus, abria sozinha. Fechei-a e continuei curtindo minha música. Quando senti aquele friozinho de novo, logo vi que a viagem toda teria que ficar fechando a bendita janela e por isso fiquei alerta, caso acontecesse mais uma vez. Entretanto, pensamentos frutíferos me abateram e logo baixei a guarda, deixando que mais uma vez aquela sensação me atingisse. Enfim, a viagem toda vivi entre a necessidade de não passar frio e a involuntariedade de me desapegar de tal fato frente ao pensamento em árvore, uma vez ele (parcialmente) resolvido.

 Isso, em escala maior, me conduziu à ideia de que quando nos vemos frente a um dilema (simples ou complexo) podemos ser enganados por nós mesmos e deixá-lo empoeirar-se em nossa imperfeita (!) mente.

Viver uma situação ruim (como a morte de um ente querido) é presenciar um friozinho (glacial) em nosso ser, mas quando o tempo age temos momentos em que nos desapegamos e continuamos a viver nossas vidas. Afinal, queira você ou não, somos todos, de forma despropositada, friamente singulares.

1 de ago. de 2013

#6 Sobre a fama, o reconhecimento e suas crias

Quando vemos algum artista discursando sobre levar seu produto até as pessoas e expô-lo, até que ponto vai esse sentimento de reconhecimento por suas habilidades? Onde ele termina e onde começa a gana por dinheiro, inerente a todo ser humano que habita o século XXI? Essa questão só poderia ser resolvida caso um estudo complexo e honesto, por parte dos artistas, concluísse em números a quantidade de artistas que abertamente declara ser de grande importância o reconhecimento monetário. Enquanto o estudo não sai, vamos ponderar e especular.
Não me recordo de alguma época histórica em que fosse costumeiro não receber bens materiais em troca de arte. A princípio, as duas coisas não se batem. Seria como transformar pensamento em pedra, mas elas se deram tão bem que desde sempre trabalham unidas. Desvencilhar uma de outra seria fácil, aparentemente, mas o que as mantêm unidas não sobrevive sem essa união.
Existe hipocrisia nisso tudo? Talvez, mas a vontade de se expressar se confunde com a necessidade de se sustentar. Se já é difícil se sagrar um famoso (fazendo algo decente e virtuoso), seria querer demais que tudo isso fosse feito de graça. Agora seria justo cobrar por um sentimento, uma sensação que se transmite? Quem sente é quem decide.

31 de jul. de 2013


A Amizade - Maior que o amor?

Ter alguém pra contar seus segredos, compartilhar coisas triviais, dar risadas despropositadas e um ombro para chorar é uma dádiva, algo que poucos conseguem fazer durar por uma vida inteira (com a mesma pessoa).


Quando se percebe, porém, que a admiração mútua entre você e aquela pessoa que te conhece tão bem está perdendo a força, isso pode significar que se está “descendo a montanha” da amizade, ou seja, o pico já foi atingido e os laços só se enfraquecerão a partir de então. Será que isso significa que essa amizade foi um erro, uma perda de tempo? Talvez, mas se apegando ao problema, não à explicação para sua causa, se sentir sem uma base de sustentação – que era mútua, mas acabou por ficar apoiada em apenas uma das partes – é extremamente difícil, já que amigo não se encontra no supermercado.

 Saber cultivar de forma perfeita um relacionamento pessoal não é esperado de ninguém, pois isso iria extrapolar a capacidade dos ser humano, tão passível de erros. A questão seria saber trilhar esse caminho sinuoso, tentando enxergar apenas uma subida nessa montanha, que obviamente terá algunmas descidas, mas que não serão um problema frente ao laço que pressupõe-se ser eterno. Eu já tive uma amizade que “desceu a montanha”, só espero não ter que vir até aqui – tomado por uma ilusão – e editar esse texto dizendo que ela está subindo de novo.

30 de jul. de 2013


A Mudança - E quando ela acontece sem acontecer

Todos ansiamos por mudanças. Elas são o motor da vida de cada ser humano e por isso devem acontecer. Se não por acaso, devem ser provocadas. Sim, devem.



Quando nos deparamos com uma bifurcação, uma tomada de decisão, após a escolha vem a mudança. Mesmo que não pareça, a longo prazo ela se estabelecerá. Se te deixou triste hoje, irá te fazer sorrir amanhã. Se fez você perder alguma coisa hoje, te fará achar outra equivalente amanhã. Se te fez mudar hoje, te forçará a mudar amanhã.


Ela é exigente e dinâmica. Se você ficar parado ela te arrasta e te faz agir, mesmo que contra sua vontade, num silêncio sepulcral que uma hora vai fazê-lo querer tomar dela as rédeas da sua vida. E é isso que ela quer. watch her out!

29 de jul. de 2013


O Nojo - De uma forma certamente pouco meiga

Senti nojo. O pior é que foi nojo de mim, não de você. Vontade de me despir e cortar o mal de dentro de mim. Mal porque projetar qualquer vida em que você esteja nela me faz sentir vontade de vomitar. Seria bom se eu conseguisse jogar fora as lembranças dos dias em que sonhei (e sonho! M*rd*!!!) que teria liberdade pra dizer tudo o que me fizesse sentir respeitado por experimentar esse sentimento.


Não culpo você por estar vivendo isso com outra pessoa, porque a culpa é totalmente minha. Só quero que saiba que existe alguém que, infelizmente, deseja que seus relacionamentos nunca deem certo. É, deveria ser o contrário, mas não é. Te desejo tudo de mal por puro egoísmo de saber que você nunca viverá comigo tudo de melhor que a vida pode nos dar.

Seja infeliz!

28 de jul. de 2013


Os Pais – Quando querem viver nossas vidas

Quando uma pessoa nasce um mundo é criado na cabeça dos pais da criança. A profissão do bebê quando adulto deve estar aliada a muito sucesso; com esse sucesso deve vir muito dinheiro; com o dinheiro, possivelmente encontrar-se-á o (a) companheiro (a) perfeito; e então virão os netos e um novo ciclo se inicia. Essa sucessão de fatos fantasiosos, porém, é uma grande mentira inventada pelos progenitores para sanarem a falta desse próprio ciclo que em suas vidas não se completou: Uma, algumas ou todas as etapas ficaram perdidas no passado.

A pressão de viver em um século em que o sucesso é uma obrigação antes de tudo já é maçante, quando isso ainda vem em dobro, as coisas podem se tornar enlouquecedoras. A impossibilidade de poder escolher com quem se quer dividir a vida dentre os tantos bilhões de pessoas no mundo enfraquece mais um pouco aqueles que já tem que lidar com outros tantos problemas em tão pouco tempo de vida. E caso não se queira levar adiante esse ciclo e não ter filhos? Como pode alguém impor sua vontade sobre o que o outro deve fazer só porque supostamente lhe deu a vida?

 A única resposta possível é: Erga a cabeça e siga em frente. Seus pais são ao mesmo tempo aliados e inimigos. Por mais que pareçam sensatos em suas ações por já terem vividos muitos anos, tudo o que eles viveram não se aplica à sua vida. Você nasceu em outro ano, em uma sociedade diversa daquela experimentada por eles. Por mais que eles não tenham culpa de não conseguirem te aceitar como você é, não se sinta fadado a se privar das coisas que deseja fazer ou mesmo de parar de fazer aquilo que faz tão inocentemente, mas para eles não é visto da mesma forma. Você com certeza dirá em um momento que queria poder ter a opção de trocá-los por outros que pensassem como você, mas caso isso fosse possível você veria que a situação seria a mesma, só trocar-se-iam os nomes.

27 de jul. de 2013

A Modernidade - Quando quer dizer perda de tempo

Outro dia ouvi uma tia comentando que em sua geladeira duplex, de última geração, não cabia quase nada em comparação à sua antiga. A partir daqui estabelecer uma relação entre a modernidade e sua reinvenção constante é simples.

Às vezes me pego pensando como seria minha vida caso eu vivesse em outra época. Os anos 50 e os 80 são os que mais me fascinam, já que neles, de forma global, as coisas andavam num ritmo muito mais agradável, que condizia com a capacidade humana de viver. Há momentos da minha curta existência que me pego entediado ao ver tanto conteúdo disponível na Internet, na TV e na própria “realidade”, mas simplesmente não tenho vontade de consumi-los. Talvez eu seja uma reencarnação de alguém que viveu nessas épocas (pra quem acredita nisso), em que tudo acontecia em slow motion, mas ainda assim era possível fazer muito mais atividades construtivas do que atualmente. 

Perdemos tempo tratando de questões que antes não eram importantes para ninguém, mas agora acabam por definir vidas. Acho que as coisas mudaram tanto desde que eu nasci que já não estou conseguindo me adaptar. A modernidade por um lado é boa, pois traz avanços que melhoram nossas vidas, só que por outro... Preferia olhar dez anos pra trás no tempo e ver tudo em preto e branco do que olhar pra frente e ver tudo colorido, só que totalmente artificial. E quando eu digo que queria viver nos anos 50 ou 80, bom, isso é uma análise totalmente isenta de uma visão política detalhista da vida nessas décadas, já que, assim como todos, uma parte de mim (pequena, minúscula, ínfima, espero eu) sabe muito bem como ser superficial e infinitamente alienado.




#2 O Próximo Reinado

Por imposição, foi coroado;

Por decisão, passou o trono;
A escolha foi sábia,
mas a recepção fria;
Num momento crucial,
o novo rei perde sua musa;

Fica à mercê da tristeza;
E em meio a tanta história,
quem salvará o reino?

26 de jul. de 2013

O Universo - Que diminui todos os problemas


Há alguns anos eu costumava me sentar em frente a TV e assistir ao programa do fabuloso Carl Sagan. Sua visão, o jeito como ele falava sobre o universo era apenas admirável. Era uma espécie de amor, eu diria, por algo tão enorme que não cabia dentro dele mesmo.

 Quando se imagina que a Terra é um grão de areia no cosmos, isso nos faz ter pena do verdadeiro grão de areia. É uma sensação libertadora se desligar de tudo o que nos estressa nesse mundo tão grande - e que de alguma forma acaba fazendo com que nossos problemas pareçam do tamanho dele mesmo - e idealizar os anos-luz de distâncias que vivemos de estrelas consideradas nossas “vizinhas”. Essa “meditação” faz com que aquela conta atrasada ou aquela relação amorosa complicada pareçam ínfimos obstáculos, fáceis de serem resolvidos. Pelo menos comigo era/é assim. O difícil é aceitar o choque de realidade quando notamos que tudo isso era só uma fantasia.

 Mas convenhamos, é melhor viver uma fantasia por alguns minutos do que por muito tempo. Sentir que tudo é passível de apenas uma “mexidinha” para se encaixar, como se essa mexidinha pudesse até mesmo partir do próprio universo, conspirando a nosso favor, é viver uma vida perfeita. Agora, caso sua vida como um todo seja assim, talvez você esteja vivendo uma ilusão.

25 de jul. de 2013

#5 A Bíblia e seu significado (Parte 2) 

Quando observamos o Papa, suas ações e sua imagem tão forte, mesmo nos dias atuais (mas que para mim é destituída de significado, que não o de presidente de uma multinacional) não passa por nossas cabeças o porquê de não poder estar em seu lugar uma mulher. São questões assim, o papel da mulher na igreja (já que, afinal, elas também são fiéis e contribuem com o dízimo), o aborto, a homossexualidade, o celibato dos padres, o uso de preservativos e os escândalos sexuais que deveriam estar sendo debatidos fervorosamente pela instituição, que tenta a todo cuso promover uma falsa modernidade perante seus seguidores por meio de contas em microblogs ou uma postura mais aberta, de "quebra de protocolos", termo que andam usando, por parte de seu presidente.
A preocupação do "santo padre" com os jovens sem trabalho, por exemplo, antes de social é política, pois é o mesmo que dizer "Olha, estamos vendo o que está acontecendo no mundo!". Essa postura, caso fossem folhear seu livro para procurar como tomá-la,  estaria equivocada, já que as questões internas se sobrepõe às externas ao longo da história da igreja e é isso que está impresso em seu livro.
Enfim, vejo nesse Papa, apesar de não seguir sua religião (nem qualquer outra) como uma luz no fim do túnel. Alguém que pode ser capaz de mudar a forma criticável como a Igreja Católica trata de assuntos relevantes, mas que tenta não mexer, já que se aceitar discuti-los, poderá perder fiéis e caso não discuta, perderá fiéis para outras que discutem. Ele, a meu ver tem habilidade e inteligência o suficiente para resolver esse dilema e trazer para o século XXI quem ainda insiste em viver em épocas D.C. A culpa disso tudo é da própria Bíblia, pouco flexível, que aprisiona conceitos e como um escudo velho que resistiu a tantas batalhas, tentará vencer mais essa.

#4 A Bíblia e seu significado (Parte 1)


Tudo o que esvrevo aqui parte de minhas próprias experiências frente aos milhões de assuntos que podem ser tratados por alguém que deseja expor suas opiniões ao mundo. Posto isso, nesse pequeno texto analisarei de forma singela e respeitosa o que propõe o livro tido como o mais lido do mundo.

Assistindo ao filme que mostra como teria sido a vida da Papisa Joana (Pope Joan, 2009), me deparei (mais uma vez) com questões primárias relativas à sobreposição do papel do homem ao da mulher na sociedade. Sim, sou feminista e acho que quem não é está do lado mais fraco e vulnerável desse cabo de guerra. Segundo alguns, a Bíblia mostra claramente que a mulher não deve exercer um papel relevante na sociedade. Porém, a única coisa que eles se esquecem quando enchem a boca para dizer isso é que tal livro foi escrito em épocas nas quais o espírito de liberdade do ser humano se encontrava trancafiado em uma jaula de opressão política e religiosa.
Ouvir de alguém hoje que uma mulher não pode ser presidente é o cúmulo do que poderíamos chamar de "cegueira para o mundo desenvolvido", designando com essa expressão a pessoa que vive uma época, mas acredita ser mais vantajoso viver em outra de cultura arcaica e semi-desenvolvida. Deixando de lado as passagens absurdas presentes no livro, afirmemos o significado do verbo crer, que cada um conjuga sozinho, sendo inadmissível que outra pessoa interfira em tal.
Para mim, a Bíblia nada mais é do que um outro que compramos e podemos nos ater, levando para nossas vidas as lições que este propõe ou não. Já ouvi relatos de quem acredita serem literais suas passagens, ou seja, que houve sim Arca de Noé, com casais de animais de todas as espécies presos em um mesmo barco de madeira, bem como outros me disseram que tudo e cada acontecimento que está ali descrito são metáforas que englobam os diversos aspectos da vida humana, tentando de uma forma quase poética mostrar como enfrentar as adversidades que a vida nos apresenta. Portanto, seria como um livro de auto ajuda escrito há milhares de anos, mas que por seu valor histórico para as religiões que o utilizam ainda não conseguiu ser esquecido.

24 de jul. de 2013

#3 A diferença entre poder e querer

Quando vejo artistas que cresceram - em idade - junto com sua base de fãs - em número -, imagino se a pressão exercida sobre eles, antigos ídolos teens, teria o mesmo efeito sobre mim caso eu me tornasse um escritor famoso (sim, porque eu não possuo uma voz digna o suficiente para lotas arenas). Vamos ponderar.
A transição da adolescência para a fase adulta é algo tão natural para nós, seres comuns perante a massa, que não nos apegamos à quantidade de mudanças que ocorrem nesse período da vida. Creio que seja por isso que tudo o que esses jovens artistas fazem para se autoafirmarem donos de seus narizes, expressando-se por meio de letras de músicas e uma atitude mais adultas,  seja colocado como algo nocivo a seus fãs. Eles seriam, por conseguinte, um espelho falso, que reflete uma realidade de mentira em que as tais letras e atitudes ditariam como o mundo dos jovens anda.
O público mais velho (conservador e/ou receoso para com o novo), que acompanha os gostos musicais e consequentemente as possíveis influências exercidas sobre seus filhos, sobrinhos ou mesmo jovens desconhecidos (como que imbuídos por um sentimento de proteção para com aqueles que são "o futuro da nação") se acham no direito de criticar e dizer "parem com isso" a esses artistas. Infelizmente, isso tem sim um alcance enorme, chegando a manchar para sempre reputações. O que leva ao que está proposto no título: Querer se expressar sendo uma pessoa conhecida, não significa poder, já que suas palavras e atitudes podem ser "amaldiçoadas", distorcidas, e tudo o que demorou tanto para ser contruído se desfazer de repente.
E não, não sou um selenator, bilieber, lovatic ou smiler, apenas acho que há um grande equívoco em querer que um adulto aja como uma criança pelo resto da vida só por pensar que os jovens são idiotas o suficiente para repetirem tudo o que seu ídolo faz. Portanto, não é à toa que haja alguns surtos. Se fosse comigo, creio que também surtaria.
Um Amor Diferente - Quando ele não vai embora

Dizem que o amor platônico pode ser considerado uma fase pela qual todos - ou a maioria - passamos. De fato ele é, mesmo que inconscientemente, como um teste feito pelo nosso próprio ser em nosso próprio ser, em que somos colocados à frente de um desejo imenso, do perfeito e do inatingível, mas que uma hora acaba, e quando acaba - e continuamos inteiros - significa que estamos prontos para encarar uma relação "real". Algo como uma espécie de provação, que nos põe no meio de um sentimento tão arrebatador que nos faz perder os sentidos, mas que logo vai embora.

Mas e quando esse sentimento não passa? Seria um erro de percurso? Falhou-se no teste? A questão é que deixar ir embora um amor tão sublime é algo difícil, e algumas vezes impossível para alguns pobres amantes. Se apegar a uma pessoa que não te deseja e que não sabe sobre o furacão que acontece dentro de você quando você a vê é uma das piores sensações que se pode viver. É como um amor proibido, mas que só uma das partes se sente atrás de grades, como se esta estivesse com uma sede insaciável e logo depois dessas grades um copo d'água transbordando felicidade, mas sem possibilidade de ser alcançado.


Viver esse incomum dilema é não poder se libertar de sensações primárias, não deixar se rebaixar a algo trivial. Esse tipo de amor não é uma fase, mas um sinal de que conceitos são diagnósticos falhos que podem ser dados a um mesmo enfermo. Não há como tratá-lo, apenas deixá-lo de lado, fingir que não existe, pois esse amor não é platônico, ele é pura e simplesmente amor.

23 de jul. de 2013

#2 A monarquia britânica no século XXI

Desde 1952, portanto totalizando 61 anos, a Rainha Elizabeth II vive seu reinado tranquila. Com seus 87 anos, muito se pode especular sobre o temperamento da senhora, bem como se ela desempenhará bem seu papel como bisavó. Mas só isso. A verdade é que a monarquia é como uma peça de museu, que só não deixaram no passado pois tem valor histórico no presente.
A rainha, ironicamente, não tem poderes reais. Ler e responder cartas, ter uma conversa periódica com o primeiro-ministro e abrir reuniões do parlamento, convenhamos não é desempenhar qualquer papel político significante. Ela está ali para atuar como um personagem que, a meu ver, é a "marca" do Reino Unido, difundindo uma imagem limpa, organizada e pontual. Entretanto, com tantos palácios e banquetes, acusações de uso exagerado de dinheiro público por parte da família real  para, basicamente, viverem como vivem são comumente vistas. Caso fosse em nosso país, que tem sua família real vivendo como uma família de classe alta, isso não seria tolerado - no sentido de que seriam duramente criticados, como os políticos são hoje, mas nada seria feito a respeito, como também acontece hoje, devido à surdez desse velho Brasil. Enfim, suposições vis.
Para mim, tudo o que é velho uma hora ou quebra, ou acaba. Supreendentemente essa monarquia de fachada ainda não quebrou, mas já começou a rachar há bastante tempo. Creio que seria o caso de estilhaçá-la de vez antes que esta minguasse vergonhosamente e morresse. Ou você acha que quando o bebezinho do lindo casal Kate e William crescer tudo isso ainda estará em pé?


#1 Noite Misteriosa

Dois meninos que não se conhecem;
Uma amizade tempestuosa;
Um segredo compartilhado;
Uma noite misteriosa;
Do outro lado da cidade, uma morte;
A desconfiança ascende;
De que lado você fica?

22 de jul. de 2013

O Dinheiro - Eterna pergunta

Todas as pessoas deveriam experimentar ambas as sensações: ser rico e ser pobre por um período da vida – não necessariamente nessa ordem. Aquela eterna pergunta, se o dinheiro traz/manda buscar felicidade ou não seria enfim respondida, já que todos teriam a possibilidade de passar pela experiência de possui-lo de sobra, bem como ter que batalhar de forma custosa por ele - e disso tirariam suas próprias conclusões.

Obviamente, você pode me dizer que ter dinheiro de sobra é o ideal, mas e se com ele vier o ônus de limitações em outros âmbitos da vida? Essa é uma relação que pode muito bem ser estabelecida, é só levarmos em conta o exemplo da cobiça e falsidade alheia que cerca os milionários. Um outro exemplo seria o desejo das pessoas quando pensam em ganhar na loteria: Viver com o bom e o melhor, viajando, sorridentes, e aparentemente felizes. Mas e as questões que não podem ser resolvidas apenas com dinheiro? Eu posso muito bem ir para os lugares mais paradisíacos e estonteantes, mas e se não tiver ninguém pra aproveitá-lo junto comigo?

Portanto, ser pobre não significa necessariamente viver uma vida de amarguras e tristeza. É só olhar em situações cotidianas que se percebe que aqueles que menos têm, mais unidos são. Estar-se-á estabelecida a ordem: Todos deveriam ser pobres primeiro, para então darem valor ao dinheiro quando fossem ricos. Pena que isso é apenas um desejo.

#1 A visita do Papa e o levante brasileiro

É engraçado como há tempos de aridez e vácuo na história do Brasil. Me lembro muito bem de quando nosso país foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo de 2014 - e de até quando a estátua do Cristo Redentor foi elevada a uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno! -, nessa época ações como as vistas em junho eram algo deixado no passado. Naquele tempo, a gritaria era por parte daqueles que se alegravam ao ver o nome do Brasil sendo anunciado, ou seja, as autoridades que em hipótese alguma imaginavam o furdunço que o país viraria seis anos depois.
O Papa - e toda sua humildade - em visita ao Brasil para a 28ª Jornada Mundial da Juventude acaba deixando claro (tão claro quanto suas vestes) com sua imagem solene que ser um líder não significa esbanjar poder. Estar com o povo, senti-lo e mostrar que faz parte dele é um dos pré-requisitos de qualquer autoridade política. Mas pelo que parece, escrever Lisarb seria mais coerente por aqui.
O pano caiu e deixou exposto um ser fraco - também pudera, 500 anos não é pouco! - após os milhares que soltarem suas vozes, enfrentando quem está no comando e que não está merecendo muito respeito - há sim as exceções! Falta de reciprocidade, sabe? A presidente pode estar sorrindo ao receber o Papa, mas com absoluta certeza não deve ter a mesma expressão ao olhar debaixo do tapete e ver tanta sujera para limpar.
A Vida - Consegue explicá-la?


Definir vida é antes esperar morrer e então pô-la em palavras. Apesar disso, tanto aqui quanto acolá há um ranço angustiante que toma conta não de alguns velhos, mas de outros de meia idade, convencidos de que já viveram muito, e que tomam para si em oportunidades prosaicas a capacidade de definir algo que não se pode explicar.

Parafraseando a eterna Dercy Gonçalves, não é Deus quem escolhe quando morremos, mas nós mesmos, seja por obra do destino – como em um acidente – ou por pura vontade de ir embora. Essa, a mulher do século XX, tinha sim toda a honra de poder falar de uma vida que foi da mais pura lembrança de chão de terra a se tornar uma das mais conhecidas humoristas – eu já a ascenderia ao título de mais conhecida – da história do Brasil.

Viver não se resume a acumular peripécias e histórias aventurosas para contar aos netos. O fascínio de uma vida bem vivida vai além de uma pura vivência trivial e por isso nula, mesmo que com ares de um roteiro de cinema com amontoados de tramas paralelas e intrincadas, com pitadas de todos os gêneros. O sentido de viver carrega consigo um senso de paz interior, do que muitos chamam “dever cumprido”, um sentimento deveras complexo, e que eu repito, é algo que vai muito além da compreensão de todos, portanto impossível de ser maturado por esse curto texto. A pretensão de ao mesmo tempo propor algo na primeira linha e discorrer de forma contraditória é visível, tanto quanto a vontade de viver uma vida digna, virtuosa, bem como morrer, para então conseguir explicá-la.