8 de ago. de 2013

#7 Inocências compartilhadas

Nessa semana dois casos que intrigam (e sempre intrigarão, pelo jeito) a polícia, a justiça (pelo menos um deles já teve sua repercussão nesse quesito) e os próprios brasileiros vieram à tona. Um deles ressurgiu das cinzas, trazendo de volta aos sites de notícias as fotos sorridentes e irradiando inocência da menina Nardoni, um caso acontecido há mais de meia década; O outro caso, tão chocante quanto (ou mais, não há como estabelecer uma "escala" sobre esse tipo de coisa) é o do menino Marcelo, suspeito de ter matado os pais e outros parentes de forma obscura e inesperada.
No caso de Isabella, a menina foi uma vítima e disso não há dúvida. Mas e quando se coloca a postura do menino Marcelo em xeque? Ele é a vítima? Talvez. A diferença de idade entre as crianças é relativamente pequena, mas abre espaço para se começar a enxergar a definição um ponto no qual a tal "deturpação" de um ser inocente se inicia. Já há artigos que noticiam que o pai do menino o ensinou a atirar. Ponto negativo para a família. Arma de fogo é coisa que deve ser "apresentada" a uma pessoa quando ela já tiver sua capacidade de percepção e visão de mundo formadas, e isso se for mesmo necessário. Usando novamente a palavra percepção, mas agora focando na família do menino, como estes não enxergaram em um dos seus algo de diferente, denunciando que o garoto talvez fosse algum tipo de psicopata? Enfim, hipóteses partindo do ponto no qual o garoto (ainda suspeito, e talvez pra sempre) foi mesmo quem cometeu os crimes. E se não foi? Há informações desencontradas sobre a mãe do menino ter denunciado policiais. Outra linha de investigação a ser seguida?
Tais crimes, solucionados ou não por essa "justiça" de nosso país (inocente sempre, mesmo que se prove o contrário), são pra mim como o Gato de Schrodinger. Algo que se está, não está. Que se é, não é. Mas assim como pode ser isso ou o outro, também pode ser aquilo ou aqueloutro. É um quebra-cabeças de n peças que não se encaixará enquanto não aparecerem testemunhas oculares para tais crimes, ou seja, nunca. Peças que pareciam se encaixar perfeitamente em um espaço podem ser apenas uma distração e do nada serem trocadas por outras, talvez tão fajutas quanto, mas que trarão de volta o rebuliço, a faísca que denunciam que alguma coisa está errada nisso tudo. E não é no crime em si que eu estou falando.

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