22 de jul. de 2013

#1 A visita do Papa e o levante brasileiro

É engraçado como há tempos de aridez e vácuo na história do Brasil. Me lembro muito bem de quando nosso país foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo de 2014 - e de até quando a estátua do Cristo Redentor foi elevada a uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno! -, nessa época ações como as vistas em junho eram algo deixado no passado. Naquele tempo, a gritaria era por parte daqueles que se alegravam ao ver o nome do Brasil sendo anunciado, ou seja, as autoridades que em hipótese alguma imaginavam o furdunço que o país viraria seis anos depois.
O Papa - e toda sua humildade - em visita ao Brasil para a 28ª Jornada Mundial da Juventude acaba deixando claro (tão claro quanto suas vestes) com sua imagem solene que ser um líder não significa esbanjar poder. Estar com o povo, senti-lo e mostrar que faz parte dele é um dos pré-requisitos de qualquer autoridade política. Mas pelo que parece, escrever Lisarb seria mais coerente por aqui.
O pano caiu e deixou exposto um ser fraco - também pudera, 500 anos não é pouco! - após os milhares que soltarem suas vozes, enfrentando quem está no comando e que não está merecendo muito respeito - há sim as exceções! Falta de reciprocidade, sabe? A presidente pode estar sorrindo ao receber o Papa, mas com absoluta certeza não deve ter a mesma expressão ao olhar debaixo do tapete e ver tanta sujera para limpar.

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