27 de jul. de 2013

A Modernidade - Quando quer dizer perda de tempo

Outro dia ouvi uma tia comentando que em sua geladeira duplex, de última geração, não cabia quase nada em comparação à sua antiga. A partir daqui estabelecer uma relação entre a modernidade e sua reinvenção constante é simples.

Às vezes me pego pensando como seria minha vida caso eu vivesse em outra época. Os anos 50 e os 80 são os que mais me fascinam, já que neles, de forma global, as coisas andavam num ritmo muito mais agradável, que condizia com a capacidade humana de viver. Há momentos da minha curta existência que me pego entediado ao ver tanto conteúdo disponível na Internet, na TV e na própria “realidade”, mas simplesmente não tenho vontade de consumi-los. Talvez eu seja uma reencarnação de alguém que viveu nessas épocas (pra quem acredita nisso), em que tudo acontecia em slow motion, mas ainda assim era possível fazer muito mais atividades construtivas do que atualmente. 

Perdemos tempo tratando de questões que antes não eram importantes para ninguém, mas agora acabam por definir vidas. Acho que as coisas mudaram tanto desde que eu nasci que já não estou conseguindo me adaptar. A modernidade por um lado é boa, pois traz avanços que melhoram nossas vidas, só que por outro... Preferia olhar dez anos pra trás no tempo e ver tudo em preto e branco do que olhar pra frente e ver tudo colorido, só que totalmente artificial. E quando eu digo que queria viver nos anos 50 ou 80, bom, isso é uma análise totalmente isenta de uma visão política detalhista da vida nessas décadas, já que, assim como todos, uma parte de mim (pequena, minúscula, ínfima, espero eu) sabe muito bem como ser superficial e infinitamente alienado.



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