24 de jul. de 2013

#3 A diferença entre poder e querer

Quando vejo artistas que cresceram - em idade - junto com sua base de fãs - em número -, imagino se a pressão exercida sobre eles, antigos ídolos teens, teria o mesmo efeito sobre mim caso eu me tornasse um escritor famoso (sim, porque eu não possuo uma voz digna o suficiente para lotas arenas). Vamos ponderar.
A transição da adolescência para a fase adulta é algo tão natural para nós, seres comuns perante a massa, que não nos apegamos à quantidade de mudanças que ocorrem nesse período da vida. Creio que seja por isso que tudo o que esses jovens artistas fazem para se autoafirmarem donos de seus narizes, expressando-se por meio de letras de músicas e uma atitude mais adultas,  seja colocado como algo nocivo a seus fãs. Eles seriam, por conseguinte, um espelho falso, que reflete uma realidade de mentira em que as tais letras e atitudes ditariam como o mundo dos jovens anda.
O público mais velho (conservador e/ou receoso para com o novo), que acompanha os gostos musicais e consequentemente as possíveis influências exercidas sobre seus filhos, sobrinhos ou mesmo jovens desconhecidos (como que imbuídos por um sentimento de proteção para com aqueles que são "o futuro da nação") se acham no direito de criticar e dizer "parem com isso" a esses artistas. Infelizmente, isso tem sim um alcance enorme, chegando a manchar para sempre reputações. O que leva ao que está proposto no título: Querer se expressar sendo uma pessoa conhecida, não significa poder, já que suas palavras e atitudes podem ser "amaldiçoadas", distorcidas, e tudo o que demorou tanto para ser contruído se desfazer de repente.
E não, não sou um selenator, bilieber, lovatic ou smiler, apenas acho que há um grande equívoco em querer que um adulto aja como uma criança pelo resto da vida só por pensar que os jovens são idiotas o suficiente para repetirem tudo o que seu ídolo faz. Portanto, não é à toa que haja alguns surtos. Se fosse comigo, creio que também surtaria.

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