24 de jul. de 2013

Um Amor Diferente - Quando ele não vai embora

Dizem que o amor platônico pode ser considerado uma fase pela qual todos - ou a maioria - passamos. De fato ele é, mesmo que inconscientemente, como um teste feito pelo nosso próprio ser em nosso próprio ser, em que somos colocados à frente de um desejo imenso, do perfeito e do inatingível, mas que uma hora acaba, e quando acaba - e continuamos inteiros - significa que estamos prontos para encarar uma relação "real". Algo como uma espécie de provação, que nos põe no meio de um sentimento tão arrebatador que nos faz perder os sentidos, mas que logo vai embora.

Mas e quando esse sentimento não passa? Seria um erro de percurso? Falhou-se no teste? A questão é que deixar ir embora um amor tão sublime é algo difícil, e algumas vezes impossível para alguns pobres amantes. Se apegar a uma pessoa que não te deseja e que não sabe sobre o furacão que acontece dentro de você quando você a vê é uma das piores sensações que se pode viver. É como um amor proibido, mas que só uma das partes se sente atrás de grades, como se esta estivesse com uma sede insaciável e logo depois dessas grades um copo d'água transbordando felicidade, mas sem possibilidade de ser alcançado.


Viver esse incomum dilema é não poder se libertar de sensações primárias, não deixar se rebaixar a algo trivial. Esse tipo de amor não é uma fase, mas um sinal de que conceitos são diagnósticos falhos que podem ser dados a um mesmo enfermo. Não há como tratá-lo, apenas deixá-lo de lado, fingir que não existe, pois esse amor não é platônico, ele é pura e simplesmente amor.

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