25 de jul. de 2013

#4 A Bíblia e seu significado (Parte 1)


Tudo o que esvrevo aqui parte de minhas próprias experiências frente aos milhões de assuntos que podem ser tratados por alguém que deseja expor suas opiniões ao mundo. Posto isso, nesse pequeno texto analisarei de forma singela e respeitosa o que propõe o livro tido como o mais lido do mundo.

Assistindo ao filme que mostra como teria sido a vida da Papisa Joana (Pope Joan, 2009), me deparei (mais uma vez) com questões primárias relativas à sobreposição do papel do homem ao da mulher na sociedade. Sim, sou feminista e acho que quem não é está do lado mais fraco e vulnerável desse cabo de guerra. Segundo alguns, a Bíblia mostra claramente que a mulher não deve exercer um papel relevante na sociedade. Porém, a única coisa que eles se esquecem quando enchem a boca para dizer isso é que tal livro foi escrito em épocas nas quais o espírito de liberdade do ser humano se encontrava trancafiado em uma jaula de opressão política e religiosa.
Ouvir de alguém hoje que uma mulher não pode ser presidente é o cúmulo do que poderíamos chamar de "cegueira para o mundo desenvolvido", designando com essa expressão a pessoa que vive uma época, mas acredita ser mais vantajoso viver em outra de cultura arcaica e semi-desenvolvida. Deixando de lado as passagens absurdas presentes no livro, afirmemos o significado do verbo crer, que cada um conjuga sozinho, sendo inadmissível que outra pessoa interfira em tal.
Para mim, a Bíblia nada mais é do que um outro que compramos e podemos nos ater, levando para nossas vidas as lições que este propõe ou não. Já ouvi relatos de quem acredita serem literais suas passagens, ou seja, que houve sim Arca de Noé, com casais de animais de todas as espécies presos em um mesmo barco de madeira, bem como outros me disseram que tudo e cada acontecimento que está ali descrito são metáforas que englobam os diversos aspectos da vida humana, tentando de uma forma quase poética mostrar como enfrentar as adversidades que a vida nos apresenta. Portanto, seria como um livro de auto ajuda escrito há milhares de anos, mas que por seu valor histórico para as religiões que o utilizam ainda não conseguiu ser esquecido.

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